17/02/2026 – O Eclipse da Esperança:

Uma Análise do Fenômeno de 17 de Fevereiro de 2026

Quando olhamos para o céu com os olhos da antiguidade, não vemos apenas corpos celestes movendo-se no vácuo, mas uma narrativa viva onde cada configuração conta a história do destino das nações. Para compreendermos o Eclipse Solar Anular de 17 de fevereiro de 2026, precisamos recorrer à sabedoria de mestres como Rhetorius, o Egípcio, que nos ensinou que um eclipse não é um evento isolado, mas o clímax de uma história que tem passado, presente e futuro. Este fenômeno específico traz uma mensagem complexa sobre as alianças sociais, o sofrimento popular e uma resolução diplomática, porém secreta.

Mapa do Eclipse Anular Solar de 17/02/2026 para Brasília
Mapa do Eclipse Anular Solar de 17/02/2026 para Brasília – não visível no Brasil

Para analisar este evento, devemos primeiro entender o palco onde ele ocorre. O eclipse acontece no signo de Aquário. Na linguagem das estrelas, Aquário é um signo humano, de ar e de natureza fixa. Rhetorius e Ptolomeu nos ensinam que os signos de ar estão ligados aos ventos, ao clima social e às ideias que circulam entre os homens, enquanto a qualidade fixa indica que os eventos desencadeados afetarão estruturas duradouras, fundações e instituições estabelecidas. O evento se dá na Casa 11, local que os antigos chamavam de “Bom Daemon”. Em um mapa mundano, esta casa representa as esperanças da nação, o tesouro público e, crucialmente, os aliados e amigos do governo. Portanto, a escuridão do Sol neste local sugere uma crise ou uma reestruturação profunda nas alianças políticas, nos parlamentos ou nos grupos que dão sustentação ao poder vigente.

A qualidade do evento, se será benéfico ou maléfico, depende do “dono” da casa onde o eclipse ocorre. O regente de Aquário é Saturno. Aqui encontramos o ponto mais delicado desta configuração. Saturno encontra-se no signo de Áries, que é o local de sua “Queda”. Um planeta em queda é como um rei deposto ou um governante doente; ele tenta agir, mas o faz com dificuldade, restrição e muitas vezes de forma destrutiva. Além disso, Saturno está na Casa 1, que representa o povo e a condição geral do país. A imagem é clara e severa: a estrutura governamental, Saturno, enfraquecida e em crise (Queda), recai pesadamente sobre a população (Casa 1), trazendo uma sensação de restrição, escassez e melancolia. O povo sente na pele as consequências das falhas nas alianças e no tesouro, representadas pelo eclipse na Casa 11.

No entanto, a astrologia tradicional nos oferece uma ferramenta narrativa fascinante chamada translação de luz, que nos permite ver a cronologia dos fatos. Devemos observar o movimento da Lua. Antes de encontrar o Sol e formar o eclipse, a Lua passou por Marte. Isso nos diz qual é a causa do problema. Como a Lua se separa de Marte, entendemos que a violência, a disputa ou a agitação militar e social não são o futuro, mas o passado imediato que gerou a crise. O eclipse é a sombra lançada por um conflito anterior. A nação chega a este momento já ferida ou agitada por eventos marciais recentes.

A grande questão é: para onde vamos depois da escuridão? Após o eclipse, a Lua segue seu caminho e se aplica a Vênus. Vênus é o planeta da paz, da harmonia e da diplomacia. Neste mapa, ela está em uma posição de grande força, chamada Exaltação, no signo de Peixes. Isso é um testemunho de alívio e cura. A aplicação da Lua a uma Vênus exaltada promete que a crise será resolvida através de acordos, compaixão ou intervenção diplomática benéfica. Contudo, há um detalhe misterioso: Vênus está na Casa 12, o local do isolamento, dos segredos e daquilo que não se vê. Isso sugere que a solução para a crise virá dos bastidores. Pode ser um tratado secreto, uma ajuda humanitária discreta ou uma cura que nasce em hospitais e locais de retiro. A resolução não será pomposa ou pública, mas será eficaz e compassiva, dissolvendo a rigidez do conflito anterior.

Os Tempos de Ativação e Declínio

Quanto à administração do tempo deste evento, devemos aplicar a regra ptolomaica fundamental onde, nos eclipses solares, cada hora equinocial de obscurecimento equivale a um ano de efeitos mundanos. Sendo a duração deste fenômeno de aproximadamente 4 horas e 31 minutos, o período total de influência estende-se matematicamente por cerca de quatro anos e meio, projetando o fim do ciclo para agosto de 2030. No entanto, a manifestação dos eventos não é uniforme. Como o eclipse ocorre na Casa 11, uma região mais próxima ao Meio do Céu, a tradição ensina que os efeitos não são imediatos desde o primeiro dia, mas sua ativação principal é diferida para o segundo quadrimestre após o evento; portanto, embora o fenômeno ocorra em fevereiro, o início crítico e visível da crise dar-se-á entre junho e outubro de 2026. O momento de maior perigo, chamado de intensificação máxima, corresponde sempre ao terço médio da duração total, indicando que o clímax das tensões políticas e a necessidade urgente daquela cura diplomática oculta ocorrerão entre agosto de 2027 e fevereiro de 2029. Somente após este período de ápice é que a influência entrará em sua fase de declínio, extinguindo-se finalmente em meados de 2030, quando a “luz” da normalidade será plenamente restaurada.

Assim, o céu de fevereiro de 2026 nos conta a história de uma nação que, vinda de um conflito (Marte) e passando por uma crise de alianças e austeridade (Saturno/Eclipse), encontrará seu caminho para a paz através de uma via silenciosa, compassiva e oculta (Vênus em Peixes), provando que mesmo nas configurações mais tensas, os astros oferecem uma saída.

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